CIAC informa: Projeto a Poupança
Publicado em 03-08-2026 Atualizado em 04-08-2026Cibersegurança: fraude escondida em imagens
A vaga de fraudes escondidas em imagens utiliza técnicas avançadas de esteganografia e IA permitindo que ficheiros aparentemente inofensivos (como um .jpg ou .png) transportem código malicioso sem que os antivírus tradicionais os detetem imediatamente.
Aqui estão as formas mais comuns como estas imagens são utilizadas atualmente:
1. Malware em Pixels (Esteganografia)
- Criminosos escondem fragmentos de código nos metadados ou nos próprios pixels das imagens.
O que acontece: ao abrir a imagem num navegador ou aplicação vulnerável, o código é extraído e executado, podendo instalar ransomware ou cavalos de Troia bancários. - Exemplo: Campanhas como a FileFix utilizam estas imagens para descarregar cargas maliciosas em várias etapas, dificultando a análise de segurança.
2. Ataques Visuais contra IAs (Prompt Injection Visual)
Com a popularização de assistentes de IA que “leem” imagens, surgiu uma técnica que engana o modelo.
- O que acontece: uma imagem contém comandos ocultos (invisíveis ao olho humano, mas legíveis pela IA). Se enviar essa imagem para um assistente de IA, ela pode “dar ordens” ao sistema para exfiltrar dados sigilosos ou aceder a informações privadas sem o seu consentimento.
3. “Selfie Spoofing” com IA
Imagens públicas das suas redes sociais estão a ser usadas para burlar sistemas de reconhecimento facial.
- O que acontece: Através de Inteligência Artificial, criminosos animam fotos estáticas para criar uma prova de “vivacidade” falsa, permitindo-lhes abrir contas bancárias ou validar transações em seu nome.
Como se proteger? - Cuidado com anexos de desconhecidos: mesmo que o ficheiro pareça apenas uma foto, não o abra se a origem for suspeita.
- Desative a pré-visualização automática: em aplicações de mensagens e e-mail, evite que as imagens sejam descarregadas automaticamente.
- Use ferramentas de limpeza: Soluções de Content Disarm and Reconstruction (CDR) da OPSWAT podem remover metadados e códigos ocultos de imagens antes de chegarem ao utilizador final.
- Atualize os seus sistemas: as falhas exploradas por estas imagens são frequentemente corrigidas em atualizações de navegadores (como o Chrome) e sistemas operativos.
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