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Concurso público para reabilitação do Moinho Grande | Todos os aspetos arquitetónicos serão salvaguardados

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2020/11/17

A Câmara Municipal anunciou, recentemente, a abertura de um concurso público para a “reabilitação do Moinho Grande, recuperação de comportas de águas e mecanismos originais”, situado na zona de Alburrica, no Barreiro, há largos anos em ruína.

“Menos uma ruína, maior valorização do nosso Barreiro”, é a forma como o Presidente do município, Frederico Rosa, se congratula por ver mais um sonho em vias de concretização.
Para o Vereador Rui Braga, é sem dúvida “uma requalificação importante na nossa cidade que visa a recuperação do nosso património moageiro. Em breve os barreirenses poderão usufruir de mais um espaço requalificado na cidade e ficar a conhecer um pouco da nossa história.”
De acordo com o projeto de execução de arquitetura os “objetivos desta recuperação enquadram-se em todos os parâmetros do instrumento de gestão urbanística em vigor”, podendo ser “autorizada a construção de estruturas de apoio à atividade cultural, recreativa e desportiva”. Entre os vários parâmetros de gestão urbanística, em vigor, acima mencionados e com os quais a intervenção, reúne consenso, estão aspetos como, o facto da “área de intervenção se situar de acordo com a Planta de Ordenamento do Território, em «Espaços Verdes de Recreio e Lazer e de Proteção e Enquadramento», definidos como, «espaços afetos ou destinados, predominantemente, ao recreio e lazer da população e à proteção do meio ambiental e enquadramento paisagístico», e ainda, por “o local, objeto de obra, não se encontrar em Reserva Agrícola Nacional”.
O projeto visa a recuperação integral do Moinho, com tudo o que implica uma requalificação de um edifício ímpar e histórico, que embora pouco documentado, remonta a 1652.
Após a requalificação arquitetónica e paisagística, a autarquia quer promover a visitação e utilização social do equipamento, melhorando a sua imagem a nível ambiental e estético, valorizando-o como símbolo cultural do município do Barreiro.
Tendo por base as valências lúdica e/ou turística, cultural e/ou desportiva, será dotado de condições para acolher um percurso interpretativo que permite realizar uma viagem no tempo, para usufruto da população em geral, e em particular, de todos os barreirenses que poderão desfrutar futuramente da zona exterior de lazer.
Neste âmbito, o projeto de arquitetura é extenso e pormenorizado, incluindo entre muitas variantes, “a reedificação em alvenaria dos muros”, a “recuperação de comportas que permitam a troca de água entre a caldeira e o estuário” e a “reconstrução, desde as fundações, assentes sobre estacas de madeira originais”, por exemplo.
Nas ambições deste projeto, a caldeira e respetiva envolvente do Moinho “serão alvo de objeto de projeto paisagístico que incluirá plantação de espécies diversas fluviais e marítimas”. Assim como, “serão concebidas e localizadas diversas plataformas nas margens das caldeiras, incluindo pontões/ miradouros que servem, simultaneamente, para mergulho e outras atividades de lazer pedonais e cicláveis”, acrescenta o documento que relembra a extensa e rica atividade que ali outrora existiu, desde atividades desportivas de pólo aquático a provas de natação, a um excelente viveiro de peixes, tendo terminado a sua atividade moageira em cerca de 1892.
Assente neste passado, o município continua a exercer esforços para a reabilitação integral desta zona ribeirinha, de forma faseada e concertada, para que aquilo que foi história, seja futuro.

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