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CIAC informa sobre os aditivos em alimentos processados industrialmente

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02 Abril 2019

Sabe o que está a comprar?
Hoje é difícil encontrar um rótulo que não tenha um ou mais de “E” seguidos de números. Parecem códigos e até são, pois olhamos e não sabemos o seu significado.
Praticamente todos os alimentos processados industrialmente possuem algum tipo de aditivos, seja conservante como forma de durarem mais tempo ou corantes para manterem o bom aspeto e serem mais apelativos.
Face ao quase total desconhecimento, lá no fundo enquanto consumidores temos uma vaga noção de que ficaríamos melhor sem estas substancias, mas as contradições dos cientistas acabam por nos levar a ignorar o assunto e não nos debruçarmos sobre o que quotidianamente nos aparece nos rótulos, quase despercebidamente, de forma quase oculta e em letras muito pequeninas.
Por outro lado, deparamo-nos com informações alarmistas que circulam na net, que acabaram por se transformarem em mitos urbanos.
O que é certo é que apesar de existir legislação que regulamenta o uso dos aditivos alimentares, devemos considerar sempre que quanto menos melhor.


Afinal o que significa o E?
O “E”, é seguido de três ou quatro algarismos e determina os corantes os conservantes e os antioxidantes.
Geralmente os corantes são os que se situam dentro da primeira centena e vão do 100 ao 199. Os conservantes vão de 200 ao 290 e os antioxidantes do 300 ao 312.
Por vezes os aditivos podem aparecer descritos com o nome do químico em vez da designação numérica.
Preocupada em conservar os alimentos, a humanidade utiliza o sal há séculos, como conservante, nas carnes e peixes ou o vinagre nos pickles.
Recentemente são os químicos que integram a categoria dos conservantes, corantes, antioxidantes, emulsionantes, estabilizadores, espessantes, gelificantes ou mesmo edulcorantes. Existem mais de trezentos e muitos encontram-se relacionados com doenças modernas como alergias, problemas neurológicos, gastrointestinais e cardiovasculares.
Segundo os nutricionistas, médicos e outros técnicos na área da medicina preventiva, são da opinião que eles têm efeito cumulativo e é bastante difícil de estabelecer uma fronteira de segurança.
Lidamos na história da saúde e medicina preventiva com os níveis de chumbo que não são os mesmos que há 20 ou 30 anos atrás, assim como os efeitos dos pesticidas na fertilidade. Esta poluição não tem cheiro nem é visível, mas as alterações que provocam são semelhantes aos das hormonas femininas, sendo os efeitos destas substâncias retardados por gerações
Na União Europeia o uso de aditivos é dado após uma avaliação por parte do Comité Cientifico da Alimentação Humana. O mesmo é regulado por legislação que estabelece os teores máximos de cada um.

Supostamente os aditivos só deveriam ser usados quando fossem indispensáveis e não houvesse risco para a saúde. Na prática são detetados na lista dos autorizados, os corantes e os intensificadores de sabor, estes não são indispensáveis à conservação dos alimentos.
Existem substancias prejudiciais, como as gorduras trans, também designadas por hidrogenadas, que têm como objetivo aumentar o tempo de prateleira e melhorar a textura. Todavia aumenta o mau colesterol.

A nossa saúde está largamente relacionada com o excesso de aditivos que hoje consumimos.
Por outro lado, a preocupação de emagrecermos, também nos torna vulneráveis aos químicos dos produtos light, como por exemplo as moléculas de aspartame, que em excesso são mais prejudiciais do que o açúcar tomado com moderação.
Na comunidade cientifica também não reina consenso sobre o perigo de determinados aditivos obtendo-se estudos com resultados contraditórios.
Aprenda a ler os rótulos. Através da rotulagem pode defender-se quando for fazer as suas compras. Seja critico não se deixe influenciar sobre os estudos que aparecem nos jornais e revistas.

1 - Saiba a origem dos alimentos. Crie hábitos de observar os rótulos dos produtos que compra.

2 - Prefira sempre produtos frescos, só assim conseguirá ultrapassar os malefícios do exagero dos químicos associados ao processamento. Apesar da lei limitar o teor máximo de um aditivo num determinado alimento, ele poderá estar associado a outros e pode levar-nos a ultrapassar as doses recomendáveis quando consumimos vários tipos de alimentos processados.

3 – Quanto mais processado for um alimento, mais aditivos contem. A titulo de exemplo os enlatados são efetivamente de evitar bem como os alimentos muito coloridos. Estes denunciam automaticamente o uso abusivo de corantes.

4 - As bolas de Berlin, sopas industriais, bebidas a base de cola, presunto e salsichas frescas, fiambre e algumas marcas de água com sabores, possuem E211, E242 e sorbatos e benzoatos, que podem provocar reações de hipersensibilidade adversas. A charcutaria tem nitritos E249 e E250, cuja toxicidade levanta muita controvérsia. Os molhos, delicias do mar, pastilhas elásticas, produtos de confeitaria, padaria e pastelaria fina, refeições pré-cozinhadas, sobremesas e xaropes de frutas, rebuçados, enfim.

5 - Limite os alimentos processados em particular nos idosos e nas crianças. Nestas é mais fácil ultrapassarem as doses limites recomendadas.

Quando fizer a sua lista de compras tenha em atenção os alimentos processados:

Reguladores de acidez – Usam-se para alterar ou controlar a acidez ou alcalinidade.
Antiaglomerantes – Evitam a aglomeração de partículas de produtos em pó, como por exemplo no leite em pó.
Antioxidantes – Atuam como conservantes e, em geral, são benéficos, caso da vitamina C.
Agentes de volume – Conferem volume aos alimentos sem alterar as suas caraterísticas, como o amido.
Corantes – Dão cor, tornando os alimentos mais atrativos. Segundo os especialistas devemos evitar os E127, E133 e E171, E161g, E102, E110, E122, E124, E151. O E120 e o E127 também por todos os alérgicos ao iodo.
Emulsionantes – Permitem a mistura de água e óleos.
Aromatizantes – Conferem sabor.
Intensificadores de sabor – Intensificam artificialmente o sabor.
Humidificantes – Evitam que os alimentos sequem.
Conservantes – Previnem fungos, bactérias e outros microrganismos. Alguns, como os nitritos E249-250, levantam reservas por potenciar efeitos cancerígenos.
Estabilizantes, espessantes, gelificantes – Conferem textura. Evite a carregenina designada por E407, e os E431 a 436, que sobre eles recaem sérias suspeitas de serem nocivos e as gomas E410 e E412, potencialmente causadoras de alergias.
Edulcorantes – Substituem o açúcar em produtos dietéticos. Evite sobretudo o ácido ciclâmico E952, que mostrou efeitos cancerígenos nalguns estudos e está proibido nos EUA desde 1969, mas ainda é permitido em Portugal.

Para a realização desta nota informativa, foram consultados os sítios:

https://www.apambiente.pt/_zdata/Politicas/REACH/Glossario_REACH_CLP.pdf
https://alergia.leti-com/pt/aditivos_1654
https://www.tuasaude.com/aditivos-alimentares-prejudiciais-para-saude
http://www.quali.pt/glossario/aditivo-alimentar
http://www.cienciaviva.pt/does/itqbconservantes.pdf

Barreiro, 2019/04/02
CIAC – Centro de Informação Autárquico ao Consumidor
Av. do Bocage, nº12 , 2830 002 BARREIRO ;Telefone: 212068052 ; E-mail: ciac@cm-barreiro.pt

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