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“As Mezinhas da avó que funcionam” | Dia Mundial da Saúde – 7 de abril

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2019/04/09

No dia 7 de abril assinalou-se o Dia Mundial da Saúde. A saúde é indissociável do equilíbrio e da harmonia, tal como o bem-estar e a qualidade de vida. A esta ligação de corpo e mente, alguns associam um pilar importante: o espírito. A medicina tradicional é importante, mas poderá aliar-se a outros caminhos e práticas que contribuem para a manutenção da estabilidade do organismo e da alma. Todas as alternativas agregam e ajudam na busca do bem viver, através das suas práticas e conhecimentos ancestrais.

O CIAC – Centro de Informação Autárquico ao Consumidor foi “buscar” aos baús do conhecimento, mezinhas cuja sabedoria e prática se perdem no tempo.

Nem sempre é seguro usarmos mezinhas caseiras. Não sabemos a sua reação quando as aplicamos na pele e, mais preocupante, quando são para ingerir.

A ciência veio confirmar que algumas são de facto eficazes.

Passamos então a mencionar algumas:

AS URTIGAS – Para as articulações

Os nossos avós usavam as urtigas para tratar dores musculares e articulares.

As aplicações das folhas eram efetuadas sobre as zonas afetadas. Esfregar urtigas não importa onde, será o pior que alguém se poderia lembrar. Todos sabemos como ficamos aflitos de comichão quando distraidamente nos roçamos nelas.

Os cientistas britânicos da Universidade de Plymouth arranjaram cobaias e concluíram que a rigidez associada ao reumatismo era significativamente diminuída com a fricção das urtigas. Concluíram, ainda, que, em áreas sem dor, os químicos libertados pelas urtigas provocam dor intensa, mas em áreas doridas têm o efeito contrário. Os cientistas informam que tomar comprimidos ou chá de urtigas também pode ajudar.

 

OS ALHOS – Para tratar verrugas

As verrugas resultam da presença de uma forma benigna do papilomavírus humano (HPV) na pele. São comuns e pouco perigosas, apesar de muito contagiosas. Desaparecem ao fim de um a dois anos. Todavia são inestéticas e é normal querermos livrar-nos delas. A medicina retira-as através de cirurgia laser, crioterapia ou outros métodos.

Os antigos usavam um remédio natural, que consistia em esfregar, duas ou três vezes ao dia, alho cru nas verrugas. Em duas semanas, as verrugas diminuíam consideravelmente.

O alho é conhecido pelas suas capacidades antibacterianas e antivirais. Produz um fitoquímico, a alicina, que é um poderoso antioxidante com capacidade de inibir a ação de alguns vírus como o do HPV associado a este problema.

No ano 2005 foi publicada no International Journal of Dermatology a confirmação da eficácia do extrato lipossolúvel do alho sobre as verrugas.

Todavia usar esta mezinha exige algum cuidado. Devemos certificar que o alho cru não contacta a pele em redor da verruga, em virtude de poder haver risco de irritação. Proteja a pele em volta com pensos ou com vaselina.

 

BICARBONATO DE SÓDIO – Para a azia

Os antigos usavam o bicarbonato de sódio para combater a azia. Uma colher de café num copo com água era o antiácido caseiro de antigamente.

Não é por acaso que os atuais e modernos antiácidos contêm bicarbonato de sódio na composição. O pH neutro (próximo do 7) do bicarbonato ajuda a combater a acidez na origem da azia. Alguns médicos recomendam-no para o refluxo gástrico devido à capacidade para neutralizar os ácidos do estomago.

Contudo é preciso ter atenção quem sofre de hipertensão, uma vez que o seu teor de sódio é elevado. O seu consumo deve ser moderado pois em excesso poderá acabar por afetar o equilíbrio ácido básico do sangue.

 

CANJA DE GALINHA – Para as constipações

Continuamos a levar uma canjinha aos constipados e acamados para contribuir para a sua convalescença.

No século XII, o filósofo e médico Maimónidas prescrevia a canja para a asma, alergias, gripes e constipações. A canja de galinha ficou então conhecida como a “penicilina dos judeus”.

Tudo indica que funciona. A canja de galinha tinha um efeito descongestionante muito superior quando se tratava de dar cabo da mucosa nasal. Também tem a capacidade de conseguir abrandar a atividade de alguns glóbulos brancos que são responsáveis pelos sintomas da constipação. Em suma, apesar do seu teor de colesterol, a canja ajuda a hidratar o organismo e fornece proteínas que ajudam o corpo a restabelecer-se.

 

EMPLASTRO DE COUVE – Para tratar entorses

Os antigos aplicavam emplastro de couve para tratar a inflamação decorrente de entorses e contusões. Eram aplicadas durante a noite. Passavam-se as folhas com o ferro de engomar ou amoleciam-se ao vapor. É uma forma de facilitar a libertação das suas propriedades sobre a pele. São aplicadas em contusões, cortes e feridas e também em dores provocadas pela artrite.

Não existem estudos sobre os cataplasmas de couve, mas atualmente os estudos dão conhecimento que as couves, como outras crucíferas, produzem compostos derivados do enxofre, como o sulfurafano, um fitoquímico alvo de dezenas de pesquisas pelas suas propriedades regenerativas, anti-inflamatórias e anticancerígenas.

 

CATAPLASMA DE ARGILA VERDE – Para a garganta

O uso da argila remonta a tempos quase pré-históricos.

A argila verde é usada como tratamento natural há muitos anos, face à sua capacidade de absorção de toxinas.

Para combater as dores de garganta, aplica-se sobre a pele uma camada generosa de uma pasta feita em partes iguais de argila verde e água, deixando atuar durante a noite. Pode ser repetida as vezes que que forem necessárias.

Durante o dia, a argila verde é tomada oralmente - uma colher de café de argila diluída num copo com água. Mais recentemente, existem cápsulas em lojas de produtos naturais.

O mesmo procedimento é válido para as dores musculares e articulares.

Estudos publicados no “Jornal of Animal Science” e na revista “Clays and Clay Minerals”, referem que a argila tem grandes capacidades de absorção de toxinas e algumas variedades têm propriedades antibacterianas assinaláveis. São referidas nesses estudos, nomeadamente no primeiro, que a ingestão de argila tinha um efeito positivo em porcos infetados com a conhecida bactéria E. Coli e o segundo refere as propriedades terapêuticas da argila francesa, aplicada sobre o abdómen, na úlcera de Buruli, um tipo de úlcera causada por uma bactéria que provoca a necrose dos tecidos.

 

Foram consultados os sites:

https://asenhoradomonte.com/2017/11/06/remedios-caseiros-dos-nossos-avos/

http://cienciaparatodos-ps.blogspot.com/2013/12/mezinhas.da-avo-remedios-naturais.html

https://www.wiley.com/en-pt/international+Journal+of+Dermayology-p-9780JRNL60831

https://www.journals.elsevier.com/veterinary-and-animal-science

https://www.sciencedirect.com/book/9780080092355/clays-and-clay-minerals

https://www.ingentaconnect.com/content/cms/ccm

 

CIAC – Centro de Informação Autárquico ao Consumidor

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