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“LIVRO DO MÊS” DE NOVEMBRO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL | "CEM ANOS DE SOLIDÃO"

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2008/11/07
A obra “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez, editada pela Dom Quixote, é o “Livro do Mês” de Novembro na Biblioteca Municipal do Barreiro.

O escritor colombiano Gabriel García Márquez nasceu em Aracataca em 1928. Com 18 anos de idade inicia-se no jornalismo num pequeno jornal da cidade de Barranquilla, matriculando-se mais tarde no curso de Direito, na Universidade de Bogotá e Cartagena. A carreira jornalística, que exerceu quase exclusivamente durante 20 anos, levou-o a Roma e Paris, como correspondente do jornal Espectador, e depois, como representante da Agência Prensa Latina, a Bogotá e Havana, tendo sido responsável do New York Office, em 1961. Mas foi a ficção que o deu a conhecer universalmente.
Escreveu La Mala hora, em que é mais acentuado o realismo social e a denúncia política dentro dos parâmetros ideológicos defendidos pelo próprio autor, apoiante da revolução cubana, de movimentos revolucionários da América Latina e membro do Tribunal Russel. Como tal, ao receber, em 1972, o Prémio de Literatura Romúlo Gallegos, pelo romance Cien Años de Soledad (1967), entrega o respectivo valor monetário ao Movimento para o Socialismo, uma organização da esquerda venezuelana. Esta atitude foi mal recebida pelo Governo e pelas esferas militares do seu país que o levarão mais tarde (1981) a pedir asilo político no México.
Cien Años de Soledad, actualmente traduzido em quase todas as línguas, é a obra que o vai transformar numa figura marcante da literatura colombiana e de todo o continente americano, tornando-o num dos escritores contemporâneos mais conhecidos.

Entretanto, em 1970, escreve “Relato de um náufrago”, romance onde García Márquez analisa a figura quase mítica de um ditador da América Latina. Além de diversos contos, escreveu a novela “Crónica de uma Morte Anunciada” que, obtendo grande êxito, leva o seu autor a receber, em 1982, o Prémio Nobel da Literatura e a Legião de Honra com que o Governo francês o distinguiu. A sua obra é o reflexo da realidade, mas de uma realidade que ele descreve de forma lírica e simbólica, numa miscelânea do verdadeiro e do imaginário. As suas personagens, peças de um nítido xadrez cultural latino-americano, são igualmente universais a ponto de se fazerem entender por qualquer leitor em qualquer recanto do mundo. Este facto repete-se no seu livro publicado em Inglaterra, em 1983, sob o título The Fragrance of Gualva (“O Perfume de Goiaba”), onde o escritor oferece um pouco da sua autobiografia contada de forma admirável.

Sinopse da obra: “Cem Anos de Solidão”

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo”. Com estas palavras começa a obra-prima da literatura contemporânea “Cem Anos de Solidão”, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo.
A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán, com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações, é a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.
“…Descobri, ao acordar, que tinha maduro no coração o romance de amor que havia ansiado escrever há tantos anos”, referiu Gabriel Garcia Marquez.

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