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Exposição DOCA13, de Paulo Martins

2018/06/23 a 2018/07/31
Destaque pacos do concelho 1 1024 2500

Inauguração da exposição DOCA13, de Paulo Martins, vencedor do concurso do Mês da Fotografia 2018

Dia 23 de junho, 17h00
Patente até 31 de julho
Auditório Municipal Augusto Cabrita – Galeria Vermelha

Esta é uma exposição sobre a memória e o esquecimento.
Aquando da inauguração da Doca ’13, em 1971, os pormenores da sua dimensão, 520 metros de comprimento, 90 de largura, um pórtico gigante com capacidade para içar 300 toneladas, com 125 metros de largura e 65 de altura, anunciavam a imensa capacidade produtiva da LISNAVE.
Várias convulsões que se inscrevem na história política e social do país, associadas a opções e modelos de gestão que não conseguiram ser competitivos e à conjuntura internacional, acabam por não deixar cumprir esse potencial visionário.
Entre a década de 80 e o ano 2000, vai-se desenhando o fim da LISNAVE até ao seu consequente encerramento. Depois de ter empregado mais de 10.000 funcionários, ficam por cumprir as expectativas daquela que foi a maior empresa naval do país.
Paulo Martins é filho de um desses funcionários, António Dias Martins, gruísta na Doca ‘13. Os sucessivos constrangimentos financeiros e as dinâmicas sociais que advém das dificuldades da empresa, têm um profundo impacto na história da sua família e na consequente emigração dos seus pais para a Suíça.
Revisitar a LISNAVE através da sua fotografia é também uma possibilidade de rescrever a narrativa deste espaço e das suas memórias. A imagem fotográfica pode entender-se como um espaço de preservação de memória, mas também da sua reinterpretação e criação de novas memórias de matiz poética e artística.
A opção pela cor que contrasta com as suas anteriores produções, assume-se como um elemento integrante da narrativa e não só como uma referência da imagem. Criando uma relação e fio condutor à sua leitura/interpretação estética e artística. Ela cria significados, sensações ou estados emocionais não descritos ou não explicitamente assumidos.
Num primeiro conjunto de imagens há um enquadramento fílmico que abre com um plano geral, uma imagem cuja amplitude nos remete para um sentimento de partida, de viagem, de odisseia... Como se esta primeira foto, que abre a exposição, representasse o sonho e devaneio onírico… Para depois sermos surpreendidos por planos cada vez mais apertados que terminam com um close-up que reduz o campo visual, em que o olhar é impedido de espreitar. Para depois passarmos para um outro registo, para um segundo conjunto de imagens em que a cor se dilui e a luz, a sombra e os reflexos, se assumem numa mise-en-scène do espaço, compondo uma dramaturgia do abandono e do esquecimento.

©Cristina Amaro

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