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Convento da Madre de Deus da Verderena

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O Convento da Madre de Deus foi construído entre 1591 e 1609, tratando-se do 17º Convento da Província de Santa Maria da Arrábida. A sua fundadora foi Dona Francisca de Azambuja, esposa do Cavaleiro da Casa Real, Álvaro Mendes de Vasconcelos, perecido na batalha de Alcácer Quibir, em companhia de D. Sebastião.

Com a sua construção pretendia-se a substituição do Convento de Nª Sª dos Prazeres em Palhais, fundado em 1549 por S. Pedro de Alcântara. Este situava-se num local muito sezonático, junto ao esteiro do Rio Coina, e por isso decidiu o Provincial da Ordem que o mesmo seria demolido e reedificado em local mais aprazível.
Esta pretensão não agradou à população de Palhais, que impediu a destruição do imóvel. Contudo, a decisão de construir um novo Convento para os Franciscanos Arrábidos já havia sido abraçada por Dona Francisca, comprometendo-se a custear todas as despesas da construção. O terreno foi doado por duas senhoras barreirenses, Luísa e Brites de Faria.

A tipologia do Convento da Verderena insere-se no contexto das edificações dos Franciscanos Arrábidos, definida e imposta pela Regra de Santa Maria da Arrábida. No seu programa arquitetónico sobressaem as fórmulas da simplicidade e austeridade, num completo despojamento e a ausência de riqueza, princípio comum a todos os conventos arrabidinos, a que não é exceção o da Madre de Deus.

O Convento primitivo, todo em piso térreo, apresentava a Igreja Conventual, a Sacristia, a Sala do Capítulo, Casa de Profundis, Dormitórios, Refeitório, Casa da Livraria e Casa das Barbas.

No início do século XVIII, o imóvel sofreu remodelações profundas, obra de D. João António de La Concha, castelhano, Contratador Geral do Tabaco. Foi construído um piso superior para instalar os Dormitórios e anexa à Galilé, a Capela do Senhor dos Passos.

A extinção das Ordens Religiosas em 1834, determinou o encerramento do Convento e a sua venda em hasta pública, tendo sido adquirido por D. Henriqueta Gomes de Araújo, que o transformou na sua casa de fresco, passando a designar-se desde então Quinta do Convento.

Veio à posse da autarquia em 1969 já em estado de ruína, tendo sido totalmente restaurado e reequipado abrindo ao público em 1997. Dispõe atualmente de múltiplas valências culturais.
Foi classificado como Monumento de Interesse Municipal em 30/04/1999

Localiza-se na Rua do Convento – Alto do Seixalinho

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